segunda-feira, 28 de maio de 2012

ASTÚRIAS

NAVA, A CAPITAL DA MAÇÃ / Entre Nava e Villaviciosa, um povoado assente numa zona de costa recortada, estendem-se inúmeros pomares que tomam no Outono as regulamentares cores amarela e vermelha. Os pomares asturianos ocupam uma área superior a sete mil hectares e os lagares industriais têm capacidade para cerca de quarenta milhões de litros de sidra, quantidade que pode ser atingida nos melhores anos de produção. Trilho ao longo do desfiladeiro do rio Cares, Picos da Europa Numa terra de clima nada propício ao cultivo da vinha, a sidra é a bebida de referência para convívios e festejos, néctar que nos últimos anos tem vindo a recuperar a sua popularidade, como prova o crescente número de sídrerias que vêm surgindo um pouco por toda a parte e sobretudo em Oviedo, onde as noites de copas não dispensam o velho ritual de escanciar. Com a garrafa bem acima da cabeça, o braço esticado, e o copo tão baixo quanto se possa, a sidra “voa” um bom metro antes de se precipitar no copo. Diz-se que este processo permite ao líquido um mais prolongado contacto com o ar e, consequentemente, a libertação de impurezas. À quantidade de sidra servida chama-se culín e as festas tradicionais que lhe são consagradas são conhecidas por espicha. Este tipo de festividades tinha normalmente a função de degustar colectivamente a nova colheita. Em Nava, uma espécie de capital da sidra, encontram-se sidrerías porta sim porta não na Plaza Mayor e nas ruas à volta. Uma vez por ano, em Julho, a povoação organiza uma grande festa sem outro pretexto que o de homenagear a bebida e repetir até à exaustão o ritual teatralizado que acompanha o seu consumo.

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